Aqui o autor - Dieter Dellinger - leva a Física aos seus Limites, ao ponto em que já não sabemos se é Física, Hiperfísica ou quase Metafísica Sem Religião
Domingo, 20 de Junho de 2010
Capítulo VI - Teleportação Quântica

 

 

Esquema da Teleportação reproduzido em WWW.Zamandayolculuk.com

 

         A existência do campo de Higgs ou das supercordas pode, eventualmente, ser demonstrada por via dos fenómenos de teleportação.

As mais recentes experiências de “teleportação” de fotões foram realizadas em Viena por Zeilinger e Ursin com fotões gémeos originados por uma fonte idêntica. Estes comportam-se da mesma maneira qualquer que seja a sua posição num dado espaço. Assim, uma mudança de frequência ou energia de um implica igual mudança noutro sem qualquer decalagem temporal, permitindo a afirmação que pode haver uma ausência de tempo na comunicação entre fotões.

            As experiências de teleportação foram feitas nos últimos meses de 2004 por Rupert Ursin nos túneis que conduzem em Viena as tubagens de água por baixo do Danúbio para evitar interferências e vibrações externas. Ursin fez incidir um raio laser sobre um cristal, o qual separou o raio em dois fotões, ditos gémeos. Os dois fotões são separados por um sistema de espelhos, sendo um conduzido a um finíssimo cabo de fibra de vidro óptico com 5 micrómetros de espessura e mais de 600 metros de comprimento, enquanto o outro vai chocar com outro quanta de luz nas proximidades da emissão. Desse choque resulta uma variação de frequência que se transmite instantaneamente ao fotão que faz o percurso de 600 metros até a um fotoreceptor adequado que mede a frequência, tanto de fotões emitidos sem desdobramento no cristal como com desdobramento e colisão de um dos fotões com outro na mesa emissora do raio laser inicial. De acordo com o físico austríaco Ursin, o fenómeno poderá eventualmente ter lugar a distâncias maiores, mesmo espaciais.

            A experiência de Rupert Ursin, que reproduz o que o seu professor Zeilinger fez antes no laboratório, é feita quase em contínuo, pois em cada trinta segundos há uma emissão fotónica e verificação das oscilações dos fotões à partida e após o choque e à chegada. Estamos aqui mesmo no limite do material; aparentemente há uma espécie de telepatia. Mas, talvez a questão tenha a ver com sobreposição de várias fases nos mesmos fotões por via da referida “corda” da Teoria dos Superstrings.

            Trata-se aqui de um fenómeno ainda sem explicação que faz sonhar muita gente e parece tornar realidade a “teleportação” dos filmes de ficção científica.

            Mas, já em 1998 uma equipe da Universidade de Genebra, dirigida por Nicolas Gisin, realizou uma incrível experiência quântica em que dois fotões reagiram da mesma maneira a 10 km de distância na sequência de um evento imprevisível.

            Excitaram com um raio laser um cristal de KNbO3 que emitiu dois fotões gémeos, os quais percorreram duas fibras ópticas, uma de 7,3 km e outra de 4,5 km em direcções divergentes. A meio do percurso de ambas as fibras colocaram espelhos semi-reflexíveis que tanto podiam deixar passar um fotão como reflecti-lo para um dos três detectores.

            A emissão de um só fotão sobre um dos espelhos dava sempre resultados aleatórios; uma vez passava outra vez era reflectido. Quando emitiram dois fotões gémeos, estes comportaram-se sempre da mesma maneira e deslocando-se à velocidade da luz, estando os dois espelhos a uma distância igual da fonte de emissão, mas muito longe um do outro. Aparentemente houve uma comunicação instantânea que levou os dois fotões a optarem pelo mesmo comportamento.

            A experiência mostrou que fotões gémeos muito afastados uns dos outros mantêm um contacto permanente que a ciência não sabe explicar e que parece estar a fazer abalar parte do edifício da física relativista de Einstein baseada na inexistência de velocidade superior à da luz. A comunicação aparentemente instantânea parece ser uma realidade ou haverá outro fenómeno em causa cuja explicação escapa à ciência?

            Ao fenómeno referido foi dado o nome de Intricação e é de uma importância fundamental para o pensamento científico do futuro. Em síntese, pode dizer-se que o Mundo Quântico é intemporal; não tem um antes nem um depois. Provavelmente como o Universo e, portanto, a Matéria. Precisamente no país dos relógios, alguns físicos “matam o tempo”.

            Ainda em Genebra, o professor de física e filosofia quântica da Universidade de Zurique, Antoine Suarez, fez uma experiência semelhante com detectores rotativos a 100 mil rotações por minuto e espelhos sob a forma de ondas sonoras que reflectem ou absorvem os fotões e deslocam-se a 9 mil km/h. O resultado foi idêntico por mais que a experiência fosse repetida e as condições de reflexão e detecção fossem diferentes. Os fotões-gémeos comportavam-se sempre do mesmo modo. Aparentemente o físico Antoine Suarez demonstrou a “morte do tempo” a nível quântico do fotão. Ou talvez surja daí um novo postulado que diga mais ou menos o seguinte: “num mesmo campo ainda por definir o tempo não existe” ou “a matéria nos seus limites veicula informação intemporal”. Ou no “Campo Ponto Zero” as ondas do vazio penetram em qualquer meio e mantêm dois fotões gémeos em permanente comunicação”. Ou ainda, “os fotões deslocam-se ao longo de supercordas invisíveis e indetectáveis, as quais formam um campo onde o tempo não existe por haver permanente ligação entre os fotões”. Mais adiante falaremos nestes dois últimos conjuntos de objectos quânticos.

 Será?

            Mais recentemente, o carácter quântico de toda a matéria foi demonstrado pela equipe do físico Markus Arndt. Este conseguiu evaporar com raios laser uma das moléculas mais pesadas da natureza, o fluorofluereno (C60 F48) . No estado gasoso, estas moléculas reunidas em feixes com a mesma velocidade atravessaram uma placa provida de retículos de 100 nano metros (10‾‾9 m).

Os físicos verificaram que as referidas moléculas mostraram um comportamento ondulatório depois de serem detectadas num ecrã iluminado por radiação laser que as ionizou para uma melhor identificação. As moléculas pesadas dividiram-se em bandas espectrais de interferência, mostrando que toda a matéria é quântica, só que o fenómeno não é visível no quotidiano por não estarmos em contacto com matéria suficientemente isolada. Além disso, quanto maior o objecto quântico mais curto é o comprimento de onda.

A molécula aquecida pelo primeiro laser absorveu fotões e emitiu-os ao passar como onda pela placa reticular, portanto, em vários retículos ao mesmo tempo. Deu uma informação sobre o facto, informação essa que cessou após a passagem pela placa, pelo que aparentemente o feixe de moléculas voltou a reunir-se a projectar-se como corpúsculos. Quer dizer, não é possível o fornecimento de duas informações. A fronteira entre a matéria quântica e a clássica não é uma questão de tamanhos, mas sim de informação e suficiente isolamento para que a informação chegue intacta aos detectores.  

            Conclusão: a matéria no seu limite é um super-vazio de energia infinita a nível quântico ou talvez infra-quântico, tudo banhado num campo de massa inerte, denominado campo de Higgs em que o tempo não existe e onde funcionam as tais “cordas” que não permitem a existência de um vazio, mas são uma forma de vazio ou, em vez disso, pacotes de ondas ditas frias do “Campo Ponto Zero”?

            Será?

           

 

 

 

Facsimile de Teleportação reproduzido por www.research.ibm/quantuminfo

 

 

 

Texto de Dieter Dellinger



publicado por DD às 11:58
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