Aqui o autor - Dieter Dellinger - leva a Física aos seus Limites, ao ponto em que já não sabemos se é Física, Hiperfísica ou quase Metafísica Sem Religião
Quinta-feira, 2 de Setembro de 2010
Introdução

 

      O livro blog é, sem dúvida, uma novidade. Não conheço nenhum, mas admito que hajam muitos, dado que a blogoesfera é um verdadeiro Universo.

      Escrever sobre os limites da matéria é, sem dúvida, entrar no terreno escorregadio e perigoso da hiperfísica, pois fundamentalmente descrevo um conjunto de eventos e partículas extremamente complexas ou, antes, alguns conhecimentos respeitantes ao que admitimos serem os limites da matéria no quase infinitamente pequeno, sem, contudo, ter uma resposta cabal para dar.

      Nem eu a tenho, nem terá a Física. Além de que a ciência em geral, e a física em particular, explicam muito do como mas nada do porquê. Mesmo assim, vale a pena fazer uma pausa e reflectir um pouco sobre o modo como a matéria estará estruturada, apesar do carácter resumido de um trabalho que pretendia ser apenas um artigo e que se verificou ser excessivamente grande para uma revista e demasiado pequeno para expor algo de eventualmente significante sobre os limites da matéria.

      A solução pequeno livro blog pareceu-me a melhor, apesar de não ser ainda moda, mas permite ao autor ir escrevendo enquanto respira e pensa. Seria interessante que a Sapo criasse um índice do livro blog que seria a sua biblioteca com edições e textos de autores que escreveram apenas para os blogs.

      Assim, tratei do conhecimento sobre as partículas ou objectos quânticos inferiores aos protões e neutrões e de alguns modelos e teorias, nomeadamente das supercordas vibratórias de dimensões ínfimas cuja vibração em campos de muitas dimensões seriam as responsáveis por tudo o que vemos e somos. Mas, demonstrado não está. São excelentes estudos daquilo que chamaria geometria lógica ou antes geometria pouco lógica, mas a nossa condição de sapiens é a de pensar mesmo no impensável. Se não fosse assim, a nossa espécie não teria certamente sobrevivido no pouco tempo de vida que temos, enquanto homo, para não dizer já sapiens, pois aí serão alguns segundos num ano que seria a história do pequeno planeta que nos serve de casa neste imenso e desconhecido Universo.

      Do ponto de vista objectivo, pensava o filósofo francês Bachelard, os factos não existem. Só existem fenómenos produzidos por via da mediação das técnicas, daí o pensador ter inventado uma epistemologia científica que designou de fenómenotécnica .

     A técnica em ciência evidencia a razão apriorística, isto é, a ciência inventa os fenómenos a observar, tal como qualquer cidadão inventa muito do seu dia-a-dia.

      A física actual é toda uma invenção de factos susceptíveis de se tornarem completos, isto é, fenómenos, termo que vem do grego e que quer dizer tornar visível.

      Este livro blog é essencialmente um objecto para fazer pensar, excitar a curiosidade, e levar os amantes da cultura a procurarem mais informações na net . .

     A hiperfísica suscita a curiosidade apaixonada e quase fanática de umas poucas dezenas de milhares de pessoas no Mundo e a incompreensão das restantes. Os estudantes olham com desconfiança a física e as Faculdade de Ciências registam uma número decrescente de matrículas. As matemáticas envolvidas, que servem de base às várias teorias e explicam muitos dos fenómenos físicos, parecem ser excessivamente complexas e daí a dificuldade em entender muito do que os físicos pretendem dizer, apesar de que, na realidade, a matemática só é artificialmente complicada quando ensinada por professores sem qualidades pedagógicas. Enfim, a hiperfísica não chegou ao homem comum em qualquer parte do Mundo e eis pois a razão principal de tentar expor o essencial da hiperfísica sem o recurso a todo o instrumental matemático.

Como é hábito nos blogs, o último capítulo aparece em primeiro lugar e o primeiro está no fim, à excepção desta introdução.

       Num segundo volume procurarei tratar os Limites da Matéria como Limite do Universo.

 

 

      Reparei que este blog foi quase completamente copiada sem alteração sequer de nomes de capítulos e sem referência ao autor e ao blog de origem.

     Da minha parte não tenho qualquer problema que estes textos sejam copiados e colocados em outros blogs ou, mesmo, em qualquer publicação, mas considero fundamental referir claramente o nome do autor - Dieter Dellinger - e a origem em termos de blog. Até porque estão aqui muitas ideias e especulações próprias que podem suscitar outras ideias.

     O nome aqui utilizado é verdadeiro e sou luso-alemão com tanto orgulho na nacionalidade portuguesa como na ascendência alemã.

     As cópias têm sido colocadas no Blog Google  "Ciência na Veia" por Daniel90. Recomendo ao autor que seja suficientemente honesto para colocar a devida referência.

.

 



publicado por DD às 12:07
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