Aqui o autor - Dieter Dellinger - leva a Física aos seus Limites, ao ponto em que já não sabemos se é Física, Hiperfísica ou quase Metafísica Sem Religião
Sábado, 13 de Agosto de 2016
Exoplanetas

 

Se me perguntarem qual foi a maior descoberta científica dos últimos 25 anos? Eu responderia que foi a deteção de mais de 3.200 exoplanetas, ou seja, planetas de outros sistemas solares da nossa galáxia e que marcam um novo paradigma da Humanidade, portanto, uma nova maneira de nos vermos a nós mesmos, admitindo que haverá outras formas de vida no espaço.

Foi em 1995 que Michel Mayor e Didier Queloz da Universidade de Genebra descobriram em trânsito frente à estrela 51 Pegasi um planeta gigante e gasoso do tamanho de Júpiter e situado a 40 anos-luz de distância. Depois disso descobriram-se muitos mais planetas, incluindo apenas 21 do tipo telúrico com as condições que tem a Terra, o que à primeira vista parece indiciar uma probabilidade reduzida é certo de existir vida, principalmente inteligente na galáxia.

Na verdade, até agora o principal telescópio de observação de exoplanetas, o Kepler instalado num satélite da Nasa apenas espreitou para uma pequeníssimo quadrado do braço Orion da galáxia em que vivemos, a qual terá mais de 200 mil milhões de estrelas, tendo quase todas sistemas planetários de um a mais de uma dezena de planetas, pelo que podemos admitir a existência de cerca de um bilião de planetas (milhão de milhões) nos quais podem existir 20 mil milhões de planetas com muitas formas de vida, mesmo mais avançadas que a nossa. Uns 40 planetas habitáveis estarão num raio inferior a 40 anos-luz de nós. Claro, habitáveis não quer dizer habitados, mas com temperaturas, rochas e atmosfera suscetíveis de permitirem a invenção química da vida. Daí que muitos cientistas aconselham uma certa prudência quanto ao ruido eletromagnético que se faça para o espaço exterior.

 

Até agora foi sempre difícil detetar um exoplanetas devido à intensidade da luz das respetivas estrelas, mas a aparelhagem moderna como o citado satélite Kepler e os grandes telescópios de Atacama e do Hawai, entre outros, permitiram ver pontinhos a fazer uma ligeira sombra frente às estrelas. Repare-se que Júpiter tira 1% de luz ao sol quando visto de uma distância de muitos anos-luz e a Terra apenas 0,01%.

 

Mas, hoje já é possível observar o espectro das atmosferas de muitos exoplanetas e saber que domina o Hélio, o elemento que existe em maior quantidade no universo depois do hidrogénio, sendo um gás inerte com 2 protões e 2 eletrões que não reage com outros elementos, mas acomoda-se a qualquer gás como oxigénio, hidrogénio, etc. Uma atmosfera de hélio pode conter junto à superfície dum exoplanetas outros gases mais adequados à vida. No nosso sistema planetário não se encontrou qualquer traço de vida atual ou passada. Talvez em dois satélites de Júpiter haja qualquer coisa.

 

No espaço exterior ainda nada foi observado, mas há esperança de encontrar planetas com atmosferas que indiciem a presença de vida e, provavelmente, a sua descoberta será uma realidade nos próximos dez anos ou menos. Claro, há biólogos que dizem que a vida química na Terra é tão singular e extraordinária com a sua evolução até à forma consciente e inteligente que não pode deixar de ser única e irrepetível. Por outro lado, há biólogos mais modestos e citam a invenção da vista como câmara escura com fotorecetores inventada umas dezenas de vezes em seres vivos que não evoluíram uns dos outros. Ir ao encontro de outros seres vivos em exoplanetas não parece ser nada fácil nem possível no futuro, salvo no âmbito de uma física diferente da atual, mas já um pouco conhecida.

 

Também a visita de seres do exterior não parece tarefa viável. Os objetos celestes como meteoros e meteoritos, planetas, estrelas, deslocam-se a velocidades apreciáveis, mas muito menores que a velocidade da luz. Geralmente da ordem dos 10 a 15 km/segundo, o que nada tem a ver com os 300 mil km/s da luz e outras radiações eletromagnéticas. Todos os meteoritos que chegam à Terra têm origem no nosso sistema solar e resultam da explosão de um planeta e da formação de meteoros há mais 4,6 mil milhões de anos quando da agregação dos corpos celestes que originaram o nosso sol e os planetas do nosso sistema. Apesar da desilusão que tem sido a não descoberta de qualquer traço de vida no exterior da Terra, a realidade em que há modelos de vida terrestre capazes de viverem no espaço e até colonizarem Marte, por exemplo, que serão descritos em próximo artigo.



publicado por DD às 22:17
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